domingo, 13 de setembro de 2009

SAULO X ALCKMIN - “Prefeitos” se encontram em Caçador

O ex-governador de São Paulo e integrante do atual Governo desse Estado, Geraldo Alckmin, se encontrou com o prefeito Saulo Sperotto na tarde dessa sexta-feira (11). “Gostei da sua cidade, prefeito. Não a conhecia”, disse Alckmin que está em Caçador devido ao seu compromisso de palestrar no Seminário de Administração 2009, evento que está sendo realizado desde terça-feira (8) na Universidade do Contestado.


Com experiência em governo municipal, já que foi vereador e prefeito da cidade paulista de Pindamonhangaba, Alckmin conhece os problemas que as cidades enfrentam devido a má distribuição dos recursos federais. “O governo local é o mais importante da federação e por isso tem que haver a descentralização dos recursos. Um país com esse tamanho continental se não descentralizar os recursos não vai gerir progresso”, enfatizou.


Alckmin e Saulo Sperotto dividem a mesma opinião de que “são nas cidades que as coisas acontecem”. “Nos vemos atados em alguns momentos devido a falta de recursos. É preciso dividir. Os cofres da União estão engordando cada vez mais, enquanto as cidades passam dificuldades em manter os serviços e assistência básica aos munícipes”, argumentou Sperotto.


O encontro reuniu ainda empresários de Caçador, presidentes de entidades de classe, prefeitos de cidades vizinhas e o deputado estadual Marcos Vieira, que indagou Alckmin sobre a carga tributária brasileira e o repasse de recursos para Santa Catarina. “Nosso estado gerou R$ 13 bilhões em impostos no ano passado e cerca de R$ 600 milhões foram repassados em recursos. É uma injustiça”, disse Vieira.


“É impossível um país crescer forte com uma carga tributária alta dessa forma. São 70 impostos que arrecadam muito e que são distribuídos de forma errada. Em dez anos a carga tributária brasileira corresponderá a 30% do PIB do Brasil e isso não é bom. Realmente é preciso melhor distribuir esses recursos e municipalizar o maior número possível de serviços como saneamento básico, segurança, educação. Para que isso funcione é preciso que os recursos permaneçam nas cidades que terão condições plenas de resolver os problemas enfrentados pela população local”, argumentou.


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